14 junho, 2005
Câmera do Cotidiano
10 junho, 2005
Sonho 01

Na noite passada, sonhei que estava fazendo compras em um supermercado. Mas não era um supermercado comum, todos os funcionários e clientes eram pessoas bonitas e alegres, e o mais esquisito: em vez de andarem normalmente, trabalharem ou fazerem suas compras, eles dançavam e cantavam pelos corredores. Foi então que percebi a aterradora realidade: estava em um comercial de supermercado!
Tentei não me intimidar com as dancinhas coreografadas, casais que pegavam produtos sem nem olhar para as prateleiras, nem com as alegres donas de casa correndo atrás de suas alegres crianças que carregavam inúmeras garrafas de dois litros de refrigerante. Mas percebi que não seria fácil quando fui pedir alguma informação a um funcionário que me respondeu no ato:
- Você é liiider do Liiider!
“Que porra é essa?” pensei eu, me afastando calmamente, mas percebi que a bermuda e as havaianas, que costumeiramente uso quando vou ao supermercado, chamavam a atenção dos demais figurantes do comercial, que estavam estranhamente bem vestidos para apenas fazer compras. Notei que estava sendo observado por um pequeno grupo formado por um jovem pai solteiro, uma “caixa” loira de olhos azuis, um cortador de queijos musculoso e um autentico “sushiman” japonês.

Entrei em desespero, chutei o carrinho em direção ao grupo e sai correndo derrubando todos que estavam no caminho: uma cantora de axé, um peixeiro e um casal de velhinhos apaixonados. Estava quase na saída, pensando que estava a salvo quando o jovem pai solteiro deu um pulo espetacular por cima dos carrinhos enfileirados e caiu bem na minha frente, impedindo minha fuga.
Me virei e vi todos os figurantes se aproximavam em grupo tal qual zumbis em algum filme B, eram liderados pela cantora de axé, mas não pareciam com raiva de mim, pelo contrário, continuavam a sorrir, cantar e dançar, pensei que não seria tão ruim assim, mas no instante seguinte fui carregado pelo casal de velhinhos apaixonados (o velhinho estava mancando, provavelmente por causa da queda que levou na hora do empurrão) e jogado no meio da turba, que agora me levavam, sempre cantando e dançando, em direção as portas do frigorífico. Tomado pelo pânico, dei um grito aterrorizado que acabou me acordando.

Acho que os supermercados deveriam investir menos em propagandas para a televisão, Ou então mudar o estilo dos comerciais. Pessoas felizes, cantando e dançando em supermercados me dão medo.
29 maio, 2005
Uma luz no fim do túnel.
Los Hermanos no Yamada Tim Festival II (aka Fest Rock Pará).
10 maio, 2005
09 maio, 2005
Mais "Igual A Tudo Na Vida"

Então lá vai:
Jerry Falk (Jason Biggs) é um escritor de comédias, que apesar de estar na casa dos 20 anos, já foi casado e se divorciou. Agora ele mora com a namorada Amanda (Cristina Ricci) que logo no inicio se mostra completamente neurótica, mas segundo Jerry é um doce de pessoa. Com o desenrolar da história vemos Jerry metido nas mais diversas confusões familiares, que também incluem a sua sogra que, como a filha, não bate muito bem da cabeça.
Para tentar se manter são e procurar por respostas, Jerry freqüenta um psicólogo que o deixa mais frustrado ainda, não o ajuda em nada e se mantém calado e distante na maior parte da consulta. Até esse ponto o espectador acredita que a única solução para Jerry é o suicídio, isso porque ainda não foi mostrado que ele tem um empresário (Danny Devito) que é totalmente desacreditado no mercado profissional, quase não arranja contratos e dos poucos que consegue leva 25% do lucro.
Nesse meio termo Jerry conhece outro escritor, talvez o mais maluco de todos os personagens que já apareceram até aqui, David Dobel (Woody Allen). Dobel é extremamente paranóico e verborrágico, a cada cinco minutos de conversa solta uma palavra totalmente desconhecida, o que impressiona Jerry, que com o passar do tempo passa a ver uma certa razão no discurso inflamado e ensandecido do velho escritor.
“Igual A Tudo Na Vida” – originalmente “Anything Else” - é um desses filmes de titulo simples, mas com história complicada que vai se resolvendo aos poucos. Não tem grandes pretensões de passar uma lição de moral, mas ensina muito a quem presta atenção nos pequenos detalhes.
Igual A Tudo Na Vida

“Só porque eu o repilo sexualmente não quer dizer que eu não lhe ame”
Acabei de ver este, que acredito que seja o trabalho mais recente de Woody Allen, sei que meu gosto cinematográfico não bate com o de muita gente, mas eu o recomendo pra qualquer pessoa que curta um bom filme. “Igual A Tudo Na Vida”, consegue seguir o mesmo padrão da maioria dos filmes do Woody Allen, mas com um diferencial: Não tem a cara dos filmes do Woody Allen, por mais paradoxal e absurdo que possa parecer.

Jason Biggs interpreta Jerry Falk, um escritor que é quase um loser que não consegue se separar das pessoas, sejam elas sua namorada, um psicólogo que não dá a mínima pra ele ou seu agente que não consegue bons contratos. Uma tendência em todos os filmes realmente bons que tenho assistido ultimamente, é que os grandes astros na verdade são os diálogos, e nesse “Igual A Tudo Na Vida” não é diferente, o personagem de Jason Biggs trava batalhas verbais memoráveis com o de Woody Allen (David Dobel, outro escritor, com idéias completamente loucas, que de um modo mais louco ainda, conseguem fazer sentido) e com o de Cristina Ricci (Amanda, namorada de Jerry).

Confesso que não sou um grande fã dos filmes do Woody Allen, a maioria de seus filmes que assisti não me fedem nem cheiram, detestei “Celebridades” e até achei engraçadinho um, que não me recordo o nome, cuja história gira em torno de uma loja de biscoitos que serve de fachada para um grande roubo, e que no final acaba dando mais dinheiro que o próprio golpe. Mas “Igual A Tudo Na Vida” conseguiu superar minhas expectativas, Jason Biggs mostra que é bem mais do que o adolescente bobão de “American Pie”, Cristina Ricci está espetacular, Danny Devito, como sempre, não decepciona e Woody Allen é perfeito no papel de sessentão neurótico e com mania de perseguição. E o melhor de tudo: no final nenhum espertinho vai ter o prazer de dizer “eu já sabia”.
03 maio, 2005
Lei de Incentivo ao Banho
Existirão as Filas Pra Quem Toma Banho, que funcionará praticamente igual como é vista nos dias de hoje, mas será restrita ao usuário qualificado como IH, e as Filas Pra Quem Não Toma Banho, nas quais o usuário terá que suportar além do seu, o mal-cheiro dos outros IF´s também. Enquanto a Fila de Quem Toma Banho flui com rapidez e normalidade a Fila de Quem Não Toma Banho demorará horas para andar, pois no seu guichê de atendimento sempre estará de plantão o funcionário mais preguiçoso, que mais faz pausas pro cafézinho, conversa fiada no telefone e nunca sabe mexer direito no computador, que aliás vai travar a cada cinco minutos.
Também serão instaladas as magníficas Salas de Cinema Pra Quem Toma Banho, que exalarão um suave perfume de flores do campo, das quais o IF deve manter uma distancia mínima de 100 metros, e as Salas de Cinema Pra Quem Não Toma Banho, onde o IF poderá compartilhar momentos felizes com seus semelhantes, assistindo aos melhores filmes produzidos na Sérvia, Paquistão e Suriname. Pagando apenas o dobro da quantia que o IH pagará nas Salas de Cinema Pra Quem Toma Banho.

E não vai parar por ai, também serão feitos para o IH e o IF: ambientes separados em restaurantes, salas de espera em consultórios médicos e odontológicos, elevadores, escadas rolantes, Shopping Centers e muito mais.
Falando sério, se essa lei não passar é por que nenhum dos deputados e senadores tiveram a massacrante experiência de ficar duas horas do lado de um fedorento que conseguiu empestear o cinema inteiro ou 20 longos minutos na fila do banco atrás de outro que parecia ter participado de uma orgia de porcos e gambás.
01 maio, 2005
Rock´n´Roll can never die
Tá certo que a banda Los Canalhas não foi a mais afinada que eu já ouvi na vida, foi até bem ruinzinha pra dizer a verdade, mas pô, o que se esperar de um som em uma festa chamada Trash 80´s? Se achou ruim, vai pra boate ou rave mais próxima e se divirta.
Eu sei que me diverti muito ouvindo clássicos do Rock dos anos 80 somados a músicas de programas que marcaram minha infância, como O Carimbador Maluco, Superfantástico e Pular Corda.
Lá pelas três da manhã Los Canalhas foram embora e entrou um DJ com um repertório que acredito ser o que está rolando atualmente nas boates, foi a deixa pra todos os insatisfeitos pularem e dançarem ensandecidamente e também para eu perceber que já estava na hora de voltar para casa.
Longa vida ao Rock´n´Roll e a todos os canalhas que não o deixam morrer.
Esclarecimento sobre as Lendas Amazônicas
Desde que me entendo por gente sou fascinado por esses seres encantados que povoam o imaginário (as vezes nem tão imaginário assim) amazônico, e são histórias e causos tão interessantes e tão ricos em detalhes que acho uma pena não serem mais explorados e conhecidos pelo Brasil inteiro.
30 abril, 2005
Declarações sobre o Curupira
“O pai dos meus filho conta que quando ele foi ai pra banda de Abaetetuba... ele nunca tinha ido pra esse lugar, ai ia ser tipo um piquenique né? Um piquenique. Quando chegou lá ele não conhecia o lugar, então as casa era tipo assim uma vila assim na beira da pista, mas tinha uma mata... virgem a mata grande assim (...) né? E ele saiu pra verter água dentro dessa mata.Quando ele entrou ele não soube mais voltar. A Curupira encantou ele (...) ver onde estava a casa, ele se danou a andar pra dentro da mata, mas era mata cerrada, fechada, mas só que pra ele aquele negócio sempre tinha um caminho pra ele passar, ele começou a... também tem um horário que o Curupira encanta a gente dentro do mato: seis da manhã, meio dia e seis da tarde, esse horário diz que não presta ir pra dentro do mato sozinho. Ai... ele se danou pra andar, andou, andou, andou, andou, o que ele gravou da casa era uma lâmpada que tinha na frente da casa, uma lâmpada comum... acesa, ele imaginou “eu não sou daqui, eu não conheço, mas eu vou voltar por que eu to... vou gravar aqui a lâmpada da casa (...) mas (...) dizendo que ele andou muito dentro do mato. Não viu nada, só ouvia apito... ele ouvia gritos, ele ouvia assobio... ele andou muito dentro do mato, ele cansou de andar, ele veio pra beira do caminho e sentou, quando ele tava sentado, distraído, que ele olha... a lâmpada tava bem na frente dele. Isso aconteceu por que ele me falou.”
Beth Cheirosinha, Vendedora do Ver-o-Peso.
28 abril, 2005
Considerações sobre o post abaixo.
Karla Nazareth, publicitária, idealizadora, letrista, vocalista e empresária da banda indie do momento "drawn cat´s face" perguntou:
- pq ele não usou o celular?
Acho que o trecho "Sentiu uma vibração no lado esquerdo do peito, era o celular, no bolso interno do paletó agora inutilizado pela água" ficou meio confuso, não deu bem pra saber o que é que foi initilizado pela água, se foi o celular ou o paletó, portanto a resposta é ele não usou o celular por que o mesmo foi inutilizado pela água.
Badá, eleito pelo quinto ano consecutivo Garoto Chiclete com Banana e Garoto Nosso Tom, agora também Garoto Belo Sorriso do Orkut perguntou:
- Se o celular estava inutilizado, como vibrava? hehehe :P
Coloquei este episódio no texto baseado em uma experiência própria, há alguns anos atrás estava saindo do carro e indo assistir uma agradável aula no cursinho quando sem mais nem menos meu celular resolveu dar um mergulho matinal na vala, muito a contragosto enfiei minha mão naquele pequeno rio de água suja e resgatei o maldito, para minha surpresa ele não parava de vibrar enquanto jorrava água por todos os seus orifícios, acreditei então que esse pequeno ataque epliléptico era uma reação comum a todos os aparelhos celulares que se aventuravam no fabuloso mundo das águas.
Segundo, fiz esse texto sem maiores pretensões, nem pensava em continua-lo. mas acontece que não consegui tirar o maldito personagem da cabeça o dia inteiro e já até fiz, mentalmente, uma pequena biografia sua, então, se a inspiração deixar e não vier nos momentos inoportunos de sempre, continuarei-o e quem sabe ele vire algo um pouco maior.
É isso ai!
26 abril, 2005
Esboço de texto Ficção/Policial.
Foi quando ouviu um estalo alguns metros atrás.
24 abril, 2005
Declarações sobre a Matinta Perera
21 abril, 2005
Os Vencedores.
Acabei de ver por inteiro o DVD "Los Hermanos no Cine Íris" e tenho certeza que posso dizer que sem dúvidas essa é a melhor banda brasileira da atualidade. Tanto no show quanto no "filme" que mostra a banda em ensaios, é explicita a humildade, competência e coerência dos quatro e de todos os músicos de apoio. A capacidade do Marcelo Camelo e do Rodrigo Amarante em fazer letras lindas e ao mesmo tempo simples chega a assustar, é uma pena que, pelo o que parece, esse Fest Rock que vai acontecer por aqui tá mais pra Yamada Tim Festival 2, quase as mesmas bandas, e nem sinal de Los Hermanos ou outros grupos e cantores solo que enveredam pelo mesmo caminho.
Mas voltando ao DVD, já é um fato notável que, em um país onde fazer sucesso com músicas recheadas de palavrões ou sem mensagem alguma é extremamente fácil, desde que se pague o velho "jabá" para as rádios que se denominam "do Brasil" ou até fazendo comercial de refrigerante, bandas como os Los Hermanos consigam lotar uma casa de shows. Parabéns pra eles e pra todo o povo que conseguiu um espacinho pra ver aquele show perfeito.
08 abril, 2005
Anotações para um curta trash de Terror/Ficção Cientifica.
Não sei como acaba a história.
29 março, 2005
Pense Grande
Ouse, pense grande. Grandes idéias são grandes por que antes nunca haviam sido postas em prática, festeje as vitórias e aprenda com as derrotas. “O jogo só acaba quando termina”. Não dance conforme a música, crie seu próprio ritmo. Ninguém fica mais sábio ouvindo conselhos de pessoas que erraram e desistiram. Crie sempre, inove, não seja diferente para chamar a atenção dos outros, seja diferente para se destacar dos iguais, de mente mediana, que morrem de medo do desconhecido. O mundo está cheio de “diferentes iguais”.
Não faça todo dia tudo sempre igual, como na música. Trabalhe, dedique-se ao máximo em projetos que você acredita, divirta-se, tire uma folga a tarde, vá ao cinema, ouça música, cante junto, mesmo que desafinado, ligue para quem você ama só para ouvir sua voz, procure os amigos, converse, ria e esqueça os problemas. Preocupação só serve para espantar o sono, durma.
Não engrosse as estatísticas, não fique estático, mova-se. Seja você mesmo, tenha opiniões, mas mude-as quando perceber que está errado. Só fale sobre um assunto quando você tiver conhecimento do mesmo, do contrário, você pode até conseguir enganar algumas pessoas, mas de que valeria? Elas saberiam tanto do assunto quanto você, nada. Discuta idéias, não pessoas. Não inveje, consiga o seu.
Desconfie de pessoas que insistem ser alvo de inveja, na maioria das vezes essas mesmas pessoas não têm nada para ser invejado. É muito fácil para um idiota dizer que as pessoas o invejam por ele ser tão sábio, conhecido, adorado e bem sucedido. Na maioria das vezes ele é só um idiota mesmo.
Leia, muito e sempre, não leia revistas de fofocas, leia grandes clássicos do passado e bons autores contemporâneos. Evite publicações com fotos de famosos, se elas têm tantas fotos é para tirar a atenção do texto, que é fraco. Ler engrandece e amplia o vocabulário, não se congratule por ter coleções extensas que estão apenas juntando poeira, leia mais, leia Machado de Assis.
Não desista na primeira dificuldade que aparecer, barreiras foram feitas para serem quebradas. Esforce-se, sue. Cicatrizes são inevitáveis, mas são sinais de persistência. Nada que valha a pena vai cair na sua mão sem que você mova um dedo para isso. Você pode até pensar que não, mas as grandes realizações são bem melhores quando são difíceis de serem conquistadas. A melhor fruta é a que fica no topo da árvore.
Você pode se cansar, pode falhar, pode cair e ficar no chão ou levantar e fazer tudo de novo. A escolha é sua, e no final somente você poderá dizer se valeu a pena. Lembre-se: Nunca é tarde para recomeçar. Eu não pretendo levar uma vida mediana e vou começar a mudar hoje, posso alcançar meu objetivo em meses, anos ou décadas, não sei se ao olhar para trás vou sorrir ou chorar, mas com certeza não vou estar arrependido, e você?
28 março, 2005
Cotidiano
Agora estava ali, deitado, olhando para o teto e pensando se já não era hora de conversarem novamente sobre o assunto, ele sente muito medo dela considerá-lo somente mais um amigo, alguém para conversar quando não se estiver fazendo algo mais importante. Enquanto ele a vê em tudo: na roupa que usa, na água que bebe, nos livros que lê e principalmente na música que ouve, sem dúvida ela é a perfeita personificação da música que ele ouve, e ele é só um amigo.
Costumam se falar com freqüência, é verdade, mas já fazem alguns dias que ela não da noticias. Isso basta para deixá-lo doente de saudade, quer saber o que ela esta fazendo, com quem, se conseguiu um trabalho novo, se continua na academia, se ouve o CD que ele lhe deu. A madrugada é a mais cruel parte do dia, pois é quando tudo fica parado, não há movimento no seu quarto, nada de distrações, nada para fazer, nada para dispersar o pensamento que esta longe, quase batendo na porta do apartamento dela.
Os dias se passam e ele jura que vai parar com isso, que vai parar de pensar, que vai se afastar, procurar outra pessoa que combine tanto com ele quanto ela, esse é o maior problema, cansou de procurar opostos que podiam se atrair no começo mas que com o passar do tempo se tornavam insuportáveis, agora quer alguém que seja o seu perfeito equivalente, com os mesmos modos, mesmos gostos e quem sabe até mesmos defeitos, em outra palavra: ela.
Finalmente chega o fim de semana, eles se falam, saem juntos, conversam. Por que ela tem que ser tão linda, tão atraente, tão interessante, tão... ela. O que ela esperava? Que ele não se apaixonasse? Então que para isso ela vire horrorosa, vazia e chata, mesmo assim talvez ele arranjasse uma desculpa para gostar dela.
No fim do dia ele a deixa em casa – Então... tchau. – dois beijinhos, e lá vai ela, passa pelo portão e sobe a escada sem nem olhar para ele, faz tudo isso como se fosse a coisa mais normal, como se o mundo inteiro, para ele, não fosse junto com ela e sumisse dentro do elevador. No sinal fechado ele pega o telefone, quer ligar e dizer que não agüenta mais, e não quer mais ser seu amigo, não quer ser só seu amigo, o sinal abre e ele engata a primeira.
- Talvez amanhã.
Olá!
Colocarei aqui textos que eu ache relevantes de serem postados... provavelmente dois ou três e depois vou me cansar, por que não consigo tornar uma coisa pública sem ler alguém dizendo "que bacana" ou "que merda", se é pra ninguem ler que fique no "Meus documentos" mesmo.
Bom, é isso ai, nos próximos segundos virá o primeiro texto.




