“O pai dos meus filho conta que quando ele foi ai pra banda de Abaetetuba... ele nunca tinha ido pra esse lugar, ai ia ser tipo um piquenique né? Um piquenique. Quando chegou lá ele não conhecia o lugar, então as casa era tipo assim uma vila assim na beira da pista, mas tinha uma mata... virgem a mata grande assim (...) né? E ele saiu pra verter água dentro dessa mata.Quando ele entrou ele não soube mais voltar. A Curupira encantou ele (...) ver onde estava a casa, ele se danou a andar pra dentro da mata, mas era mata cerrada, fechada, mas só que pra ele aquele negócio sempre tinha um caminho pra ele passar, ele começou a... também tem um horário que o Curupira encanta a gente dentro do mato: seis da manhã, meio dia e seis da tarde, esse horário diz que não presta ir pra dentro do mato sozinho. Ai... ele se danou pra andar, andou, andou, andou, andou, o que ele gravou da casa era uma lâmpada que tinha na frente da casa, uma lâmpada comum... acesa, ele imaginou “eu não sou daqui, eu não conheço, mas eu vou voltar por que eu to... vou gravar aqui a lâmpada da casa (...) mas (...) dizendo que ele andou muito dentro do mato. Não viu nada, só ouvia apito... ele ouvia gritos, ele ouvia assobio... ele andou muito dentro do mato, ele cansou de andar, ele veio pra beira do caminho e sentou, quando ele tava sentado, distraído, que ele olha... a lâmpada tava bem na frente dele. Isso aconteceu por que ele me falou.”
Beth Cheirosinha, Vendedora do Ver-o-Peso.
30 abril, 2005
Declarações sobre o Curupira
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Um comentário:
Ouvindo e lendo essas histórias só me reforçam minha certeza de como é melhor enfrentar os bichos da cidade grande... :P
:****
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