“Só porque eu o repilo sexualmente não quer dizer que eu não lhe ame”Acabei de ver este, que acredito que seja o trabalho mais recente de
Woody Allen, sei que meu gosto cinematográfico não bate com o de muita gente, mas eu o recomendo pra qualquer pessoa que curta um bom filme. “Igual A Tudo Na Vida”, consegue seguir o mesmo padrão da maioria dos filmes do
Woody Allen, mas com um diferencial: Não tem a cara dos filmes do
Woody Allen, por mais paradoxal e absurdo que possa parecer.
Jason Biggs interpreta
Jerry Falk, um escritor que é quase um
loser que não consegue se separar das pessoas, sejam elas sua namorada, um psicólogo que não dá a mínima pra ele ou seu agente que não consegue bons contratos. Uma tendência em todos os filmes realmente bons que tenho assistido ultimamente, é que os grandes astros na verdade são os diálogos, e nesse “Igual A Tudo Na Vida” não é diferente, o personagem de
Jason Biggs trava batalhas verbais memoráveis com o de
Woody Allen (
David Dobel, outro escritor, com idéias completamente loucas, que de um modo mais louco ainda, conseguem fazer sentido) e com o de
Cristina Ricci (
Amanda, namorada de
Jerry).

Confesso que não sou um grande fã dos filmes do
Woody Allen, a maioria de seus filmes que assisti não me fedem nem cheiram, detestei “Celebridades” e até achei engraçadinho um, que não me recordo o nome, cuja história gira em torno de uma loja de biscoitos que serve de fachada para um grande roubo, e que no final acaba dando mais dinheiro que o próprio golpe. Mas “Igual A Tudo Na Vida” conseguiu superar minhas expectativas,
Jason Biggs mostra que é bem mais do que o adolescente bobão de “American Pie”,
Cristina Ricci está espetacular,
Danny Devito, como sempre, não decepciona e
Woody Allen é perfeito no papel de sessentão neurótico e com mania de perseguição. E o melhor de tudo: no final nenhum espertinho vai ter o prazer de dizer “eu já sabia”.