16 maio, 2007
Esperanças
08 maio, 2007
Amor em tempos de Papa

Aproveitando a visita do Papa Bento XVI ao Brasil, sugiro que mudemos a forma de expressar o contentamento ao avistar esses seres, que podem não fazer a existência humana mais descomplicada e tranqüila, mas pelo menos a fazem mais bonita.
Seja você advogado, professor, entregador de panfletos hare krishna ou atendente do Mcdonalds, solte o seu pedreiro interior e troque o “gostosa!” de cada dia pelas sugestões abaixo. Heresia pouca é bobagem.
Comecemos com o básico: você está caminhando despreocupadamente quando surge em seu caminho uma bela moça do tipo mignon. Não é nada de parar o trânsito, mas só para não passar em branco solte um “Nossa Senhora”. Dependendo da mignonzice da pequena você ainda pode emendar um “de Aparecida, do Perpétuo Socorro, de Nazaré...” o nome da santa pode variar de região em região ou dependendo da devoção do filho de Deus.
Outra situação: meio dia na fila do banco, você pensou que chegando na hora do almoço conseguiria pagar mais rápido aquela conta atrasada e ainda ter tempo para comer alguma coisa antes de voltar ao trabalho. Mas acontece que outros quarenta infelizes tiveram a mesma idéia, e para completar não param de chegar aqueles velhinhos, cujo único prazer que lhes restou na vida foi passar na frente dos outros. De repente, da mesa que fica no canto mais distante da sala, se levanta a gerente que, pelos seus cálculos, deve ter aproximadamente 1,75 só de pernas, trajando aquelas saias que terminam no exato ponto em que seu pensamento começa. Ignore as pontadas de fome no seu estomago e mande logo um sonoro “Deus seja louvado”.
Academia, um lugar onde as mulheres usam roupas mais justas que o julgamento do Divino. Você, meio a contragosto, está tentando entrar na moda do corpo sarado, sabe que está num ambiente semelhante a uma loja de ternos da Armani: é tudo muito bonito, mas é só pra olhar. Como olhar ainda não é pecado você olha mesmo, bicicletas ergométricas, esteiras, aparelhos de musculação, as beldades estão por todos os lados exercitando seus músculos femorais, abdominais e peitorais (tentativa de trocadilho infame, mas não é que existe mesmo a denominação músculos peitorais?). Até que surge aquela professora de spinning, que é uma mistura de Cicarelli com Piovani e mais uma pitada de Hickmann. Você, embasbacado, quase deixa os alteres caírem no chão ao exclamar: “Ai meu Padre Cícero” ou “Ai meu Padim Ciço” caso seja realmente conterrâneo do Didi Mocó.
Enfim, existem milhares de outros exemplos que podem ser utilizados para elogiar essas mulheres que nem sempre se chamam Maria, mas que são cheias de graça. Eu vou parar por aqui, pois minha criação católica já me faz este texto pesar na consciência. Pelo menos não fui eu quem falou que se Deus inventou alguma coisa melhor que mulher, guardou para si. Esse sim vai arder no mármore dos infernos.
Amém.
01 maio, 2007
Era uma vez...
Escreveu “era uma vez” e ficou profundamente irritado. Amaldiçoou todos os contos de carochinha que haviam lhe contado, mas depois se arrependeu, pois haviam sido estes mesmos contos que lhe haviam despertado o gosto pela escrita e pela leitura, muitos anos antes.
Decidiu então escrever sobre um casal de insones que mal se conheciam, mas não conseguiam parar de conversar. Sentavam frente a frente e falavam, falavam e falavam horas a fio. O rapaz, como sempre, era o mais bobo: falava da beleza da moça, falava, falava e falava. E a moça, coitada, embevecida que estava com tanto falatório, tanta retórica, tanta lenga-lenga do rapaz, pensava: Esse rapaz me parece sério! E olhando de certo ângulo até que é bonitinho. Enganava-se.
E assim seguiam: falando, rindo, falando, trocando olhares, falando e rindo mais um pouco. “Mas que loucura é essa?”, “que assuntos esses dois tanto têm?”, indagava-se o escritor, mas não parava de escrever. “Se é pra sair uma história tão improvável e louca, que no final pode acabar se tornando realidade, então assim será!”, decidiu-se finalmente.
Estranhamente um sensato apontamento veio por parte do bobo rapaz - vamos dar um passo de cada vez - disse ele - ao que a bela moça prontamente concordou - sim, subiremos um degrau por dia -. - Haja degrau! - Exclamou o bobo – No final teremos um prédio de fundações fortes que resistirão a tudo. – finalizou a bela.
“Essa história só poderia mesmo ter começado com `Era uma vez...`”, pensou o escritor. E decidiu continuariam assim, o bobo e a bela: conversando, sorrindo, caminhando um passo por vez e subindo um degrau por dia. E o que foi feito do escritor? Este foi deitar-se, esperando ansiosamente o fim de suas insones noites.
07 março, 2007
Encontros e Desencontros
A vida é sim a arte do encontro e do desencontro, infelizmente muita gente passa desapercebida diante da beleza disso. É claro que as vezes precisamos chorar nossos desencontros, mas nem a mais dolorosa sensação da partida do ser amado consegue ser maior do que a sensação do encontro. Não estou falando do primeiro encontro de duas pessoas, onde pode acontecer somente um tímido aperto de mãos ou duas horas de selvageria num quarto escuro, mas sim daquela sensação de ter encontrado realmente alguém que vale a pena ficar remoendo na memória cada frase dita, cada olhar e cada sorriso.
Ciumento que sou, devo ter repetido como um mantra milhões de vezes em todos os meus relacionamentos a frase fantasticamente elaborada por Vinicius de Moraes. Para poder entender que ninguém é dono de ninguém e que as pessoas vêm e vão, se conhecem, se amam e eventualmente partem para outra. Felizmente há algum tempo consegui compreender que a felicidade de um beijo e a tristeza de um último olhar são igualmente belos e são momentos únicos na vida de quem se permite encontrar e desencontrar.
Vinicius, do alto de sua sapiência, sabia muito bem do que estava falando. Ele que deve ter amado e desamado, sorrido e sofrido, encontrado e desencontrado muitas vezes nessa vida nos deixou um ensinamento e tanto. O amor não deve ser banalizado, porém ninguém merece carregar por muito tempo um sorriso amarelo no rosto e um tom azulado na alma por causa da tristeza de um rompimento, a vida é curta e não pára pra esperar ninguém enxugar suas lágrimas e mágoas. Vinicius conseguiu entender isso e sabia que toda a felicidade do mundo estava nesta compreensão.
10 novembro, 2006
Férias
15 setembro, 2006
03 setembro, 2006
Update do post abaixo
É o Youtube tornando nossas vidas menos penosas.
Youtube também sabe ser trash
Me lembrou Pink Flamingos, um dos filmes mais trashs que já me dispus a assistir:
Para entender o porquê assistam o filme, coisa que eu não recomendo.
02 setembro, 2006
Mais breguices...
Original com orgulho!
Acho que essa pulseira entrou na moda por volta de cinco anos atrás ou um pouco menos, não importa. O importante é que desde a loja mais cara de jóias de qualquer shopping center até o bombonzeiro da porta do colégio ostentavam as malditas (e idênticas) pulseirinhas, ou seja, todo os seres desprovidos de noção andavam por aí chacoalhando seus pulsos prateados como se fossem uma reencarnação do Sinhozinho Malta vinda dos infernos, e ainda por cima achando isso bonito.
Como se isso não bastasse, o ser humano, este animal que nunca está satisfeito e sempre quer mais, achou que seria chique a valer gravar seus nomes ou iniciais nas sinistras pulseirinhas, isso quando não colocavam coisa pior:
Sucesso de vendas na feira hippie.
Atualmente as funestas pulseirinhas ainda sobrevivem, mas andam meio capengas pois estão agora sob a sombra de uma concorrente maior porém igualmente cafona:
Esta imagem não tem legendas.
Não é querer desmoralizar a verdadeira missão por trás da pulseira do Armstrong, que acabou ficando conhecida como pulseira da Nike, mas metade das pessoas que compraram não sabem nem qual causa está defendendo, isso quando não compram as genéricas nos camelôs da vida, que não estão nem aí pra causa alguma.
Quisera eu que isso parasse por aqui, mas não! o ser humano ainda quer mais! provavelmente o sucesso do próximo verão será este:
Pulseiras de aço da Nike!
Me emociono só de pensar nas turbas antenadas na nova moda das pulseirinhas.
E para terminar, Luciano Szafir o que você achou disso tudo?
Excelente!
30 agosto, 2006
Coelhinho da páscoa o que trazes pra mim...
A fantasia pode ser de coelhinho, mas o espírito é de porco.
25 agosto, 2006
Outras buscas...
Seja o que for, é só dar uma olhada no post abaixo, ora.
21 agosto, 2006
Poeminhas e breguices do gênero
Única
Companheira
Inteligente
Apaixonante
08 agosto, 2006
15 junho, 2006
Insanidade
Finalmente havia descoberto como fazê-lo, e seria a primeira coisa a fazer na manhã do dia seguinte, todos iriam saber quem ele era, outrora rejeitado, agora seria erguido pelas massas, a glória enfim!
Iria sim! Iria finalmente dominar o mundo, tudo sempre estivera ali: a um palmo de seu nariz e para ele tudo parecia nebuloso, mas não mais! Não mais! Gritava de excitamento, corria pelo corredor, depois se virava e corria tudo de novo. Ele era o homem certo na hora certa e amanhã todos iam saber disso, “por hoje basta”, pensou, “mundo prepara-te para mim. Por que amanhã, conhecer-me-ás!”. Tomou um copo de leite e foi dormir.
