30 agosto, 2006

Coelhinho da páscoa o que trazes pra mim...

A fantasia pode ser de coelhinho, mas o espírito é de porco.

25 agosto, 2006

Outras buscas...

Entraram aqui buscando por isso, não sei se é coincidência ou alguma pegadinha do Mallandro.

Seja o que for, é só dar uma olhada no post abaixo, ora.

21 agosto, 2006

Poeminhas e breguices do gênero

Nunca gostei de pessoas que fazem acrósticos com os nomes de outras e acham isso bonito. Outra coisa cafona pra caramba são aqueles poeminhas que rimam os nomes com outras palavras, por exemplo: "Gabriel, cara de pastel" ou "Thais, que bonito é o seu nariz", rima pobre é o fim.
Pior ainda é se essas barbaridades forem utilizadas em cartinhas de amor, o garotinho vai todo feliz e entrega um papelzinho todo borrado, resultado de horas de queima de neurônios, pra garotinha, que já faz uma cara de medo mas lê mesmo assim:
Lúcia, você é:
Linda
Única
Companheira
Inteligente
Apaixonante
ou
Lúcia, seu sorriso é tão belo quanto o mar da Prússia.
Após a leitura, a garotinha sem nem saber se o mar da Prússia é realmente belo ou pelo menos se ele existe de fato, não tem nada na cabeça, que não seja um "vá a merda", para dizer para o garotinho, resolve dar um sorrizinho e ir embora. O garotinho não entende o que se passou e faz uma cara de "sou um gênio incompreendido", vai repetir a mesma estratégia pelos próximos 20 anos e não vai pegar ninguém até que uma de suas vítimas tenha o bom senso de chamá-lo de rídiculo.
Mas por que este post?
Recentemente alguém veio a este blog procurando por palavras que rimam com Amanda, e tenho certeza que é para escrever um nefasto poeminha do tipo que foi citado anteriormente. Meu conselho é: desista! você viu o que aconteceu com o garotinho! Além de você ter um trabalhão, porque Amanda é um maldito nome díficil que só para achar uma rima decente, ela provavelmente rirá da sua cara e você não pegará ninguém durante anos.
Mas se quiser insistir aqui vai minha contribuição:
Amanda, Oh Amanda, suas olheiras me lembram a cara de um urso panda.

08 agosto, 2006

Alegria 05

Alegria de cego é não ler o que eu escrevo.

Alegria 04

Alegria de surdo é não ouvir Charlie Brown Jr.

Alegria 03

Alegria de surdo é não ouvir "faz o T".

Alegria 02

Alegria de surdo é não ouvir Tati Quebra-Barraco.

Alegria 01

Alegria de surdo é não pagar couvert artístico.

15 junho, 2006

Insanidade

Passou o dia inquieto, tramando planos, ensaiando vozes, inventando diálogos e imitando passos de dança que via nos bailinhos quando era criança. Falava sozinho, ria, gargalhava, finalmente seu dia ia chegar, tudo seria seu, tudo o que havia sonhado se realizaria, vinha se preparando para aquilo há trinta anos, trinta anos meu Deus!

Finalmente havia descoberto como fazê-lo, e seria a primeira coisa a fazer na manhã do dia seguinte, todos iriam saber quem ele era, outrora rejeitado, agora seria erguido pelas massas, a glória enfim!

Iria sim! Iria finalmente dominar o mundo, tudo sempre estivera ali: a um palmo de seu nariz e para ele tudo parecia nebuloso, mas não mais! Não mais! Gritava de excitamento, corria pelo corredor, depois se virava e corria tudo de novo. Ele era o homem certo na hora certa e amanhã todos iam saber disso, “por hoje basta”, pensou, “mundo prepara-te para mim. Por que amanhã, conhecer-me-ás!”. Tomou um copo de leite e foi dormir.

01 junho, 2006

Fernando e Ana Rosa

Fernando e Ana Rosa eram almas gêmeas, só que não se conheciam.
Certo dia Fernando e Ana Rosa estavam esperando o ônibus que os levaria para a faculdade. Quando o ônibus chegasse Ana Rosa entraria primeiro e Fernando viria logo atrás, sentariam-se lado a lado e perceberiam que estavam usando o mesmo modelo de tênis, Fernando faria algum comentário engraçadinho do tipo “tênis bonito, o seu” Ana Rosa iria sorrir, concordaria e diria que já estava meio gasto “aqui, no calcanhar”, Fernando responderia que o seu também “mas um pouco aqui pra frente, ta vendo?”. Ao chegar no campus perceberiam que os prédios de seus cursos ficavam frente a frente, ela economia e ele publicidade. Em um ano e meio estariam casados.
Mas quis o destino, ou alguma coisa que o valha, que depois que Ana Rosa subiu no ônibus, um japonês apressado tenha saído correndo e furado a fila, impedindo que Fernando sentasse ao seu lado.
Fernando e Ana Rosa jamais se conheceram e a vida seguiu seu rumo.

28 abril, 2006

Piadas que nunca tiveram graça - 01

Tinha aquele cara que era tão hipocondriaco que batizou o filho como Cler, só pra poder gritar no aniversário dele:
- Epocler, nada???
- Tudo !!!

Para o que a vida mandar



01/04/05 – 23:00
Divorciado, 40 anos, chega em casa à noite, exausto. Trabalhara o dia inteiro, pega a revista de assinatura semanal deixada pelo carteiro, pega uma cerveja na geladeira e acende a luz, a lâmpada queima, bota a cerveja na mesa, pega uma lâmpada nova, sobe na mesa e troca a lâmpada, se desequilibra e cai no chão, se levanta pega a cerveja e a revista e se senta na cadeira. A primeira propaganda da revista mostra no meio da página um jovem executivo de aparência bem sucedida segurando um cartão de crédito, no canto da página está a frase “para o que a vida mandar”, tem um estalo na hora! Para o que a vida mandar! É isso!

01/06/05 – 16:00
Deixa a nova namorada de 25 anos em casa, dirige seu Mercedes Benz conversível pelas avenidas da cidade, pensando na maravilha que é o cartão de crédito, compras parceladas eram, sem dúvidas, a oitava maravilha do mundo. Dá o carro pro manobrista, sobe até a cobertura e se serve uma dose pura de whisky enquanto olha a paisagem pela varanda. Pega a correspondência deixada pelo carteiro, sua conta do cartão de crédito tem pouco menos de dez páginas, acha aquilo estranho e senta-se no sofá para conferir a fatura. É então que vê os gastos obscenos que cometera, como pagaria aquilo tudo? Serve mais uma dose de whisky que bebe de um só gole, vai até o armário e, sorrindo, se enforca com uma gravata Armani.

Durante o ultimo mês foi o homem mais feliz do mundo.

07 março, 2006

o avião, patrão, o avião!

Praticamente em todas as férias escolares durante minha infância, eu viajava com minha familia, normalmente iamos pro Rio de Janeiro, São Paulo, Canela (no Rio Grande do Sul) e fomos algumas vezes pros E.U.A.O ponto é que, até quando eu tinha mais ou menos uns quatorze anos, não conseguia entender porque as pessoas tinham tanto medo de viajar de avião, acho que isso se deve em grande parte ao meu pai que dizia gostar quando o avião balançava, então eu, pequena criança sem noção, fazia a maior festa quando acorria alguma turbulência enquanto minha mãe e minha avó se agarravam aos braços das poltronas.
A partir daí, não sei o que houve, talvez culpa do surgimento da maturidade ou dos malditos filmes com sequestros, acidentes e defeitos (ou tudo isso junto) em aviões que foram produzidos aos quilos nos anos 90, comecei a ter um certo pavor só de pensar em entrar em um avião, mas mesmo assim continuava viajando, muito a contragosto, com minha familia.
Então surgiu essa idéia de vir estudar em SP, beleza, só iria precisar pegar um avião para vir e outro para voltar em dezembro, só duas viagens em um ano, daria pra aguentar. Só que, no carnaval, meu pai me perguntou se eu não gostaria de passar uns dias em Belém, ia ter que entrar num avião duas vezes a mais do que havia planejado, mas não pensei duas vezes e disse que sim. E nem foi tão ruim assim, houveram pequenas turbulências durante os vôos, mas nada que me fizesse pensar que aquilo não valia a pena.
Em julho terei férias do curso e nunca imaginei que haveria um dia em que eu mal poderia esperar pela próxima vez de entrar em um avião, claro que não vou torcer por turbulências ou coisa parecida, só estarei feliz por rever, depois de poucos mas longos meses, minha cidade que tanto me faz falta e as pessoas que amo.

06 março, 2006

Buscas estranhas que acabam neste Blog.

Outro dia acho que pela primeira vez alguém que entrou neste blog conseguiu encontrar o que queria, pois o que alguém que digita "cidades estranhas" no Google está procurando? Só pode ser pelo maravilhoso Pequeno Manual Prático Para Sobreviver Em Cidades Estranhas Gastando O Mínimo Possível, ou simplesmente PMPPSECEGOMP.
Porém hoje, visitando minha página na webstats, encontrei uma busca estranha que acabou por cair aqui: "banheiros de restaurantes", não quero nem pensar no que passa pela mente de uma pessoa que procura por tal coisa, a não ser que seja um arquiteto querendo modelos ou coisa parecida, pensando bem... Também não quero arquitetos visitando meu blog :P.
Pelo menos nunca mais ocorreu o que há meses acontecia: Por causa do post da famigerada Banca do Gayoso, as visitas mais comuns que acidentalmente passavam por aqui estavam à procura de coisas esdruxulas como "Gay gostoso", "Gay idoso", "Gay seboso" e similares.

03 março, 2006

Vontades...

A vontade que eu tenho quando estou em um lugar fechado e alguém começa a falar alto no celular é de dar um tapa pro aparelho voar longe e depois dar um soco bem no meio do nariz da pessoa.

16 fevereiro, 2006

Pequeno Manual Prático Para Sobreviver Em Cidades Estranhas Gastando O Mínimo Possível - PMPPSECEGOMP

Inspirado pela minha atual situação e compadecido por outros pobres estudantes que por ventura estejam vivenciando o mesmo, resolvi criar o Pequeno Manual Prático Para Sobreviver Em Cidades Estranhas Gastando O Mínimo Possível, ou simplesmente: PMPPSECEGOMP.
Ei-lo:
Morar sozinho em uma cidade desconhecida pode até ser divertido mas não é nada fácil, você não tem ninguém para lhe ajudar e precisa se virar para que o mês acabe antes do dinheiro, e não o contrário. Para se dar bem e não ter que se mudar para aquele aconchegante lugar embaixo do viaduto, você vai precisar de:

- Uma (01) garrafa d´água (preferencialmente 500 ml);
- Uma (01) toalha de banho;
- Uma (01) mochila;
- Escovas de dente (em média uma por mês);
- Um lugar para dormir (o menor e mais barato possível);
- Um Velho Conhecido.
* Regra Absoluta:
Você precisa economizar tudo! Dinheiro, água, luz, comida, etc.
* Só coma em restaurantes com serviço de buffet com preço pré-estabelecido, leve sempre sua mochila, essa é a sua chance de ter todas as refeições da semana (ou do mês, dependendo do tamanho da mochila) garantidas.
* Ainda no restaurante, pegue todos os guardanapos de papel que conseguir, novamente use a mochila (a não ser que você coma papel, tenha cuidado para deixar bastante espaço para a comida), eles servem para praticamente tudo: substituir o papel higiênico, enxugar as mãos, enxugar as lágrimas de emoção durante os paredões do Big Brother e até como toalha para os mais sagazes.
* Os banheiros dos restaurantes podem servir na hora do aperto para dar aquela asseadinha básica, use a água da torneira e o sabonete líquido para dar aquela lavada nas axilas (vulgos sovacos) que é o local que começa a feder primeiro depois de alguns dias sem banho.
* Ainda no banheiro do restaurante: se você não pegou guardanapos de papel suficientes esta é a sua chance, pegue as toalhas de papel, que são maiores e mais aproveitáveis. Pegue também o sabão líquido, se tiver um recipiente para ele em sua mochila, se não tiver arranque o recepiente da parede e leve-o.
* Uma hora você vai precisar usar seu Velho Conhecido (sempre tem um filho do tio do vizinho da ex-namorada), visite-o e peça para usar o banheiro, lá você pode fazer o que quiser, xixi, cocô, escovar os dentes (use a sua escova, seu porco!) tomar banho (é permitido usar o shampoo do anfitrião, mas não seja tão cara-de-pau a ponto de levá-lo, é recomendável também usar a sua própria toalha para se enxugar, ou os guardanapos e toalhas de papel que você pegou no restaurante), passar aquele perfuminho, enfim, você sairá uma nova pessoa do banheiro bem a tempo de participar do almoço ou do jantar de seu Velho Conhecido.
* Não importa o tempo que você ficará nesta cidade estranha, você só vai precisar comprar uma garrafa d´água (de preferência 500 ml). Quando a água acabar você só precisa enchê-la novamente em qualquer lugar que tenha bebedouros. Sucos, refrigerantes e bebidas alcoolicas são luxos aos quais você só vai poder se dar na casa daquele seu Velho Conhecido, aproveite!
* Quando na sua casa, finja que está no Japão pós-guerra: não use energia, estude de dia, não assista televisão, não ouça o rádio, não tome banho quente (de preferência só tome banho na casa do seu Velho Conhecido), não faça nada que lhe cause algum custo.
* Use orelhões para dar toques nos celulares dos seus amigos e espere eles retornarem, ou ligue a cobrar mesmo.
* Aproveite aquelas rodas que se formam depois das aulas no barzinho mais próximo e coma e beba o quanto puder, quando se sentir saciado diga que vai ao banheiro e dê o fora o mais rápido possível. (Dependendo do grau de esperteza de seus colegas você não estará apto a fazer isso muitas vezes).
Por enquanto estas são as dicas do PMPPSECEGOMP, aguardem em breve novas atualizações!

16 novembro, 2005

Ken Park

Assisti, há alguns dias, um pequeno documentário no DVD de “A Profecia” no qual um dos diretores falava de filmes os quais você é uma pessoa antes de assistir e outra depois. É exatamente isso que acontece quando se assiste Ken Park.
Se trata de um filme feito pra incomodar, trata na sua maior parte dos piores defeitos que o ser humano pode ter: adultério, abuso sexual, alcoolismo, drogas, violência, entre outros. Por incrível que pareça a parte mais leve e que passa um certo tipo de esperança para o espectador é um ménage a trois quase no final do filme.
Ken Park é um filme sem atores principais, com pequenas histórias contadas individualmente a respeito da vida de cada integrante de um grupo de cinco amigos, até o personagem que dá nome ao filme aparece somente nos momentos em que sua história é contada.
Não recomendo este filme, mas como disse no início, quem chegar a vê-lo com certeza não será mais a mesma pessoa. O único mérito de Ken Park, e acredito que foi proposital, é que a visão da combinação de tanta coisa ruim que um ser humano pode representar com certeza nos faz querer ser uma pessoa melhor.

12 outubro, 2005

Sensações

Ele conheceu o namorado dela no colégio, estudavam sempre juntos e eram grandes amigos, Ela havia crescido com a namorada dele, desde crianças se consideravam melhores amigas, os quatro ocasionalmente saiam juntos, iam a cinemas, festas, jantares...
Isso tinha sido há quatro anos, agora Ela estava estudando no Rio de Janeiro e estava noiva de outro rapaz, Ele estava namorando outra e acabando sua pós-graduação, não se viam há muito tempo e aquela ida dele ao Rio para assistir algumas palestras parecia a ocasião ideal para se reverem e colocarem o papo em dia.
As palestras iriam lhe ocupar a semana inteira, combinaram então de se encontrarem no fim de semana, Ele também teria que passar em algum Shopping Center para comprar uma lembrança para a namorada que havia ficado muito enciumada com essa história de ele ir encontrar uma antiga amiga que ela nem sequer conhecia.
O noivo dela, que o conhecia “de vista”, não havia dado nenhuma opinião contra ou a favor desse reencontro. Confiava nela, estava quase tudo certo para o casamento no meio do ano seguinte, quando Ela retornasse a Belém. O noivo até tinha mandado por Ele um presente de aniversário atrasado, já que não havia conseguido ir ao Rio na ocasião em que Ela completou vinte e cinco anos.
Na verdade, nos tempos em que estavam com seus antigos pares, os dois nem se falavam muito, nada além do que conversas sobre coisas em geral como algum filme que Ele havia gostado ou uma banda que Ela estivesse ouvindo. Algum tempo depois dela viajar, já noiva, Ele, solteiro, estava limpando sua caixa de e-mails e achou o endereço eletrônico dela, resolveu mandar um “oi” para perguntar como estavam as coisas. Passaram a conversar bastante via internet desde então.
Chegou então a semana da viagem dele ao Rio, sua namorada mais uma vez lhe falou que nunca ia perdoar qualquer coisa que ele fizesse, e mais uma vez ele a tranqüilizou dizendo que nunca nada havia acontecido entre eles e não era agora que ia acontecer. Ele achava engraçado essa insegurança da namorada, estavam juntos há poucos meses, ainda não era algo muito firme, mas Ele pretendia levar o namoro a sério.
Na quinta-feira a noite Ele ligou para Ela, conversaram sobre as palestras dele, as aulas dela, Ela falou sobre como era difícil morar longe dos amigos e que estava muito feliz porque Ele estava por lá. Combinaram então de se encontrar em um Shopping Center na manhã de sábado. Uma estranha inquietação tomou conta dela.
Chegado o sábado Ele já havia arrumado todas suas coisas, visto que no domingo viajaria de volta para Belém, deixou fora da mala apenas a roupa que iria usar para Sair com Ela e a roupa da viagem. Pegou um táxi até o Shopping e foi até o local onde haviam combinado de se encontrar. Ela havia chegado um pouco antes do horário marcado, aproveitou para comprar uma lembrança para Ele e depois seguiu pra frente da loja onde havia pedido para ele esperá-la.
Ele já estava lá, abraçaram-se demoradamente, sem disfarçar o contentamento de se verem novamente após tanto tempo.

- Pra você. – disse ela entregando uma caixinha a Ele.
- Ah... Obrigado, olha o que o teu noivo mandou. – disse, entregando a ela um pequeno embrulho – E esse é meu, pra você – dando-lhe agora uma caixa consideravelmente maior.
- Olha... Não precisava, viu? A anfitriã aqui sou eu. – Ela disse, ficando um pouco envergonhada.

Foram almoçar, conversaram muito, sobre Belém, sobre as pessoas chatas de Belém, sobre a experiência dela de ir morar sozinha no Rio, sobre o medo que Ela sentiu nas noites das primeiras semanas...

- Mas agora tá tudo bem, né? – Ele disse segurando a mão dela.
- É... Tá sim... – ela respondeu, apertando um pouco a mão dele.
- ...
- Vamos comprar então o presente? – Ela disse, pra interromper aquele momento estranho.
- Pra quem? – Ele respondeu, ainda meio atrapalhado.
- Da tua namorada, menino!
- Ah... Sim, vamos sim!

E se levantaram. Passearam um pouco, entraram em várias lojas, compraram uma blusa que Ela escolheu, porque Ele não tinha a menor idéia do que comprar para a namorada, que nem se fazia presente nos pensamentos dele naquele momento, estava com uma sensação esquisita que Ele não conseguia entender. Resolveram ir ao cinema, Ele pagou pelos dois ingressos sem se importar com os protestos dela.
Ao fim da tarde resolveram caminhar pelo calçadão até o apartamento dela, Ela ia dizendo a Ele que fazia tempos que não se divertia tanto, agradeceu pelo dia que tiveram e também pelo ingresso do cinema. Pararam na porta do prédio e ficaram frente a frente de mãos dadas, um beijo num rosto, no outro e um terceiro, inesperado, na boca.

- Quer subir? – Ela.
- Quero. – Ele.

Na manhã seguinte Ele saiu do prédio segurando o presente da namorada, a sensação esquisita agora lhe apertava o coração, mas ele já não se importava mais com isso.

27 setembro, 2005

Must Love Dogs – Muito Além do Orkut.

Assisti domingo ao filme Procura-se Um Amor Que Goste de Cachorros, Must Love Dogs, no original. O enredo em si, numa escala de 1 a 10, merece nota 6, mas alguns detalhes no desenrolar da história fazem valer a pena assisti-lo.
Sarah (Diane Lane) é a protagonista, para quem a irmã cria um perfil no Perfectmatch.com com os seguintes dizeres - Voluptuous, sensuous, alluring and fun. DWF seeks special man to share starlit nights. Must love dogs. - O perfil é visto por um amigo de Jake (John Cusack), que manda uma mensagem em nome deste se dizendo interessado em conhecer Sarah, complicado? Nem tanto.


Um dos pontos mais batidos no filme é o relacionamento via web, os sites de encontros, onde, segundo o filme, 90% das pessoas inscritas passam informações mentirosas ao seu próprio respeito, e desses 90% pelo menos a metade é composta de chatos, inconvenientes, e sem o mínimo de “semancol”, o que não é uma grande fuga da realidade.
O que é interessante e diferente numa comédia romântica com aquela velha fórmula - rapaz e moça se conhecem, se apaixonam, acontece algo e eles se separam, mas no fim se reconciliam, o amor é lindo e a vida é bela - é que o personagem principal não é o rapaz, e sim a moça, que na verdade nem é uma moça, e sim uma mulher de seus quarenta e poucos anos, divorciada e cuja família não faz outra coisa que não seja perturbar para que ela arranje logo um substituto para o marido do qual se divorciou há 8 meses.


Outro ponto alto é o modo como é retratado o pai (Christopher Plummer) de Sarah: A primeira vista parece ser um velho libertino e safado que tem várias namoradas, conhece todas através dos sites de encontro, e não faz a mínima questão de esconder isso, nem da família nem das próprias namoradas. Em certo ponto é interrogado pela filha sobre não ter medo de magoar as mulheres com as quais se envolve, ao que ele responde que é muito franco com todas, e que só teve um grande amor na sua vida, que foi sua falecida esposa.

A verdade é que em alguns momentos o filme se perde, e algumas seqüências são dispensáveis, fazendo com que ele se alongue por mais tempo que deveria. É um bom filme que fala sobre o amor, provações e recompensas para os que conseguem alcança-lo e mantê-lo. John Cusack já fez papeis melhores em filmes melhores ainda, mas esse até que vale o preço do ingresso.

Site oficial: http://www2.warnerbros.com/mustlovedogs/

21 agosto, 2005

Câmera do Cotidiano 02

Enquanto não vem a inspiração...

Foto que eu já vinha querendo bater há muito tempo:


Banca do Gayoso!


Mostrei a foto para alguns amigos ontem, a procura de explicação para tão exdrúxulo nome para uma banca de revistas e chegamos a conclusão de que GAYOSO se trata de uma junção de duas palavras, as quais não conseguimos chegar a um acordo de qual seria.
As hipóteses levantadas foram:

Gay Idoso
Gay Gostoso
Gay Seboso
Gay Saudoso
Gay Amistoso
Gay Maravilhoso
Gay Raivoso
Gay Bondoso
Gay Caridoso
Gay Saboroso
Gay Horroroso
Gay Jocoso
Gay Pomposo
Gay ...

Houveram muito mais hipóteses, que não me ocorrem no momento... caso alguém tenha mais algum palpite sinta-se a vontade de colocar nos comentários :P